segunda-feira, 27 de maio de 2013


Derrubando paredes na sala de aula
Com ajuda da tecnologia e dos pais dos alunos, escolas brasileiras estão criando projetos sem divisão entre salas, turmas e séries
Por Matheus Monteiro, filho de Leonice e Edimar
24.05.2013
"É uma escola diferente. Para os pais, para os educadores e, principalmente, para as crianças." É assim que a diretora Ana Elisa Siqueira define a Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima, que fica no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Os alunos não sentam em fileiras, só tem aulas no quadro-negro de vez em quando, e estudam em grandes salões   – as paredes que separavam as antigas salas foram derrubadas. Sem provas, as próprias crianças escolhem a ordem dos roteiros que irão estudar. No currículo, além de geografia, matemática, história, português, ciências e inglês, tem ainda dança, música, capoeira, circo, e até grego e latim.
O projeto começou a ser estudado e implantado há 11 anos, depois que, ansiosos por mudanças, pais e funcionários viram um vídeo da Escola da Ponte, de Portugal – que foi idealizada pelo educador José Pacheco há mais de 30 anos e se tornou referência internacional. O que chamou a atenção de todos foi a autonomia das crianças na construção do processo educacional. E aí que tudo começou. Com muita participação dos pais.Cada um ajuda como pode, através das comissões que são formadas pelo Conselho de Escola. A jornalista Márcia Carini, mãe do Loretto e do Arrigo, faz parte da comissão de comunicação, e, por conta própria, criou a fanpage da escola no Facebook. Ela ainda faz a atualização do site com outras mães. A professora de inglês Kimberly Cober, mãe do Caíque e da Tarsila, é da comissão de festas e eventos. Para as duas, a autonomia das crianças e a vontade de aprender é o maior ganho de quem estuda lá. “Ali, todo mundo tem voz”, garante Kimberly. “O poder de participação e coletividade é muito grande”, acrescenta Márcia.Gabriela, de 11 anos, filha da Nilse, que faz parte da comissão de nutrição, e do Edson, sempre estudou nessa escola e diz que adora o método diferente. “A gente faz muito barulho, mas aprende”, contou, enquanto nos mostrava orgulhosa cada detalhe do espaço: o refeitório, a biblioteca, os grandes salões, a oca. Isso mesmo, uma oca! Durante um roteiro cultural, um intercâmbio foi feito com uma tribo indígena que, na presença do cacique, construiu um espaço onde hoje são feitas oficinas.
Também sem fileiras, divisão de salas e de turmas é o projeto Gente (Ginásio Experimental e Novas Tecnologias), que foi implantado no começo deste ano na Escola Municipal André Urani, que fica na Rocinha, no Rio de Janeiro. O espaço da escola foi totalmente reformulado para comportar essa nova proposta, onde o processo de aprendizagem é personalizado para a necessidade de cada aluno.  Os jovens são agrupados em equipes, chamadas de “famílias”, e cada um recebe um itinerário, com o que precisa aprender a cada semana. Depois de decidirem a ordem do que querem fazer, primeiro os alunos tentam resolver as dúvidas entre si. Então, o segundo recurso é um professor-mentor, e o terceiro um professor virtual. A tecnologia, portanto, tem papel fundamental, já que muitas atividades são feitas com o auxílio de computadores, tablets e celulares, como as do site Educopédia (educopedia.com.br).
Os alunos também participam de aulas de artes, teatro, dança, e as tecnológicas, como robótica e mecatrônica. Com suas “famílias”, eles também desenvolvem um projeto semestral, que faz a conclusão de tudo que aprenderam. “O papel do professor é mediar as atividades e ensinar aos alunos a arte de aprender qualquer coisa com autonomia, formando cidadãos solidários e competentes”, explica Rafael Parente, filho de Pedro e Maria Luce, e subsecretário de novas tecnologias educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Segundo ele, a ideia é que o projeto seja aplicado ainda em outras escolas da cidade, já que o modelo velho de escola não motiva os alunos e não atinge os melhores resultados. No mesmo caminho, seguem outras escolas no país, tanto na rede pública quanto na privada. É o caso das escolas de São Paulo Lumiar (particular) e a Escola Municipal Presidente Campos Salles, localizada na Favela de Heliópolis. “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas”, diz o educador, escritor e psicanalista Rubem Alves. Derrubando paredes e conseguindo maior participação dos pais e da comunidade, essas escolas estão querendo –e conseguindo– ser asas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Últimos esclarecimentos das negociações quanto aos categoria "O"



Nº 26 • 16/05/2013

PROVA DO PROFESSOR CATEGORIA O: esclarecimento sobre item negociado com Secretário da EducaçãoFrente à manifestação de dúvidas de diversos professores, esclarecemos que, no Boletim APEOESP Urgente Extra nº 24, na matéria intitulada "Veja o que foi negociado até o momento com o Secretário da Educação", segundo item, onde se lê:
Fim da prova exigida dos professores da chamada "categoria O" que já pertencem à rede estadual, ou seja, se já foi aprovado uma vez, não precisa mais fazer a prova. Ela será aplicada apenas aos que estão ingressando pela primeira vez;
Leia-se:
Fim da prova exigida dos professores da chamada "categoria O" que já pertencem à rede estadual. Ela será obrigatória apenas para os que estão ingressando pela primeira vez. Podem ainda participar, se desejarem, os que queiram melhorar sua nota ou que ainda não foram aprovados. 





Todas as decisões da mesa de negociação

Aqui afinal, todos os itens da negociação


Finalmente a reunião ocorreu e houve compromisso do Secretário com o atendimento de alguns pontos da pauta, como:

fim da prova anual aplicada aos professores da chamada "categoria F";
fim da prova exigida dos professores da chamada "categoria O" que já pertencem à rede estadual;
direito de atendimento médico pelo IAMSPE aos professores da "categoria O";
concurso público no segundo semestre para professores PEB II;
não privatização do Hospital do Servidor Público e do IAMSPE;
convocação da comissão paritária prevista no artigo 5º da lei complementar nº 1143/11 para discussão da possibilidade de novo reajuste e discussão da implantação paulatina da jornada do piso (no mínimo 1/3 da jornada para preparação de aulas e formação, entre outras atividades extraclasse); 
convênio em torno de projeto a ser elaborado pela APEOESP para prevenção e combate à violência nas escolas;
discussão do pagamento dos dias parados e retirada das faltas da greve mediante reposição de aulas.
A APEOESP solicitará reunião com o Secretário de Gestão Pública para tratar do não desconto das licenças e faltas médicas para fins de aposentadoria especial e, junto com as demais entidades do funcionalismo, para que seja extinta a comissão que trata da Parceria Público-Privada que encaminharia a privatização do Hospital do Servidor/IAMSPE, tendo em vista que o governo anunciou que isto não ocorrerá.



sexta-feira, 10 de maio de 2013


Não somos mais a piada da vez







Como o mesmo salário, algumas "negociações" e promessas, terminaram com a nossa greve

matéria da UOL:







"Em meio a confusão, sindicato de professores estaduais encerra greve

Lucas Rodrigues
Do UOL, em São Paulo

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Professores da rede estadual de SP fazem manifestação na avenida Paulista149 fotos

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10.mai.2013 - Em meio a confusão durante assembleia nesta sexta-feira (10), a Apeoesp (sindicato dos professores) suspendeu a greve da rede estadual de São Paulo. A resolução foi tomada em manifestação no vão do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista. Apesar da maioria dos professores presentes na assembleia votarem pela permanência da greve, iniciada no dia 22 de abril, a presidente de Apeoesp, Maria Izabel Noronha, anunciou o fim da greve. Após o anúncio, parte dos docentes se revoltou contra a sindicalista. Houve confronto entre policiais e manifestantes. Duas pessoas foram detidas e quatro policiais ficaram feridos, segundo informações da PM (Polícia Militar) Leia mais Fernando Donasci/UOL
Em meio a confusão durante assembleia nesta sexta-feira (10), a Apeoesp (sindicato dos professores) suspendeu a greve da rede estadual de São Paulo. A resolução foi tomada em manifestação na avenida Paulista, que reuniu cerca de mil pessoas, de acordo com a PM. 
Apesar da maioria dos professores presentes na assembleia votarem pela permanência da greve, iniciada no dia 22 de abril, a presidente de Apeoesp, Maria Izabel Noronha, anunciou o fim da paralisação. Após o anúncio, parte dos docentes se revoltou contra a sindicalista. 
Os manifestantes chegaram a tomar as três faixas da avenida Paulista, no sentido Consolação, e começaram a lançar latas, papéis e garrafas de plástico no carro de som do sindicato, que ficou encurralado. Houve confronto e a polícia militar interveio.
Em seguida, o carro de som desceu uma das laterais do Masp, mas a altura do veículo impossibilitou a passagem embaixo de um viaduto em direção à avenida 9 de Julho. A presidente do sindicato teve de ir a pé e pegar um táxi. Em entrevista aoUOL, Maria Izabel Noronha negou que tenha decidido contrariamente ao resultado da assembleia.
No confronto, quatro policiais ficaram feridos levemente. Dois manifestantes foram detidos, um sob acusação de agredir policiais e outro por ter tentado fazer uma fogueira na avenida Paulista. Os detidos foram levados para a 78° DP (Distrito Policial).

Reunião com secretário

O fim da greve acontece após uma reunião da Apeoesp com o secretário de Educação Herman Voorwald hoje pela manhã. Na conversa, ficou acordado que os docentes receberão pelos dias parados caso seja feita a reposição. Também ficou acertada a retomada de negociações salariais em agosto, segundo a secretaria estadual de São Paulo.  

Reajuste salarial

Entre as reivindicações da categoria estão o aumento salarial de 36,74% e a implementação de uma lei nacional, que prevê que 33% da jornada de trabalho dos professores seja destinada à preparação de aulas e à formação continuada.
A proposta de reajuste do governo, em projeto na Assembleia Legislativa, é de 8,1% neste ano. Além disso, a secretaria da Educação afirma que a rede prevê desde 2012 que 1/3 da jornada do professores seja de atividades extraclasse. Segundo nota enviada pela assessoria, os professores de jornada de 40 horas semanais têm 32 aulas de 50 minutos e o restante do tempo para outras atividades.






Faremos em breve a avaliação dos professores do Panoca sobre o movimento, de pronto nos cabe informar
os principais pontos da negociação:


- O hospital do Servidor  Público Estadual não mais será privatizado

- Os professores com contrato categoria "O" terão direito ao Iamspe

- Não haverá mais provinha para os professores categoria "F"

-  Não haverá desconto dos dias da greve ou faltas assinaladas no ponto, haverá reposição

Promessas

- retomada das negociações sobre aumento real de salária em agosto próximo

- Avaliar a possibilidade do categoria "O" da rede não precisar prestar a provinha (O secretário disse não ter nada a se opor)

-Rever (multiplicar) as possibilidades de evolução funcional, acrescentar outro elemento além da prova do mérito, uma pontual a ano de trabalho e pontos obtidos em cursos e pós.

- Rever a duzentena e também a quarentena , segundo ele "não teria quem colocar no lugar" ( vamos ver)


* O secretário disse desconhecer sobre as remoções compulsórias , ex oficio quando da transformação da UE em escola de período integral, demonstrou surpresa (?)

Há uma pauta extensa, com certeza a Apeoesp divulgará, aqui só os pontos que avaliamos mais importantes.

Como nota de repúdio, devemos informar que nós representantes presentes na assembleia, junto com a maioria que lá se encontrava, votamos pela continuidade da greve, ao menos até  uma próxima assembléia, na  terça-feira, 14/05, como havia proposta, ao menso para garantir que ele publicasse as propostas em D.O.E, na página da educação, que fosse, qualquer lugar em que tivéssemos alguma garantia, estamos muito desacreditados quanto ao que é dito pelo atual governo, mas, fomos vencidos pela direção do sindicato que, decidiu por suspender a greve.
Para fazer justiça, devemos dizer que a posição de suspensão,  saiu da reunião anteriormente realizada, dos CR e RE, apenas defendida na assembleia, repudiamos no entanto, o método antidemocrático que foi utilizado para fazer valer tal decisão, não respeitando a soberania da decisão da assembléia.


















Fotos: Fabiana

quinta-feira, 9 de maio de 2013



AMANHÃ NOVA ASSEMBLÉIA

Amanhã mais uma vez estaremos à Avenida Paulista, no vão do MASP, às 14 horas, decidindo os rumos da nossa paralisação, é lá que resolvemos com o conjunto da categoria, mediante votação, é nesse organismo que é a instância majoritária  de decisão, a assembléia geral dos trabalhadores. Ele é nossa e para nós, sem distinção de categorias.
Estejam todos presentes, não deixe que decidam por você, se faça presente e faça valer a sua posição votando.


 Apoio muito importante dos alunos do MOCAM



 A greve nos reune


Fotos: Fabiana


segunda-feira, 6 de maio de 2013



VEJAM ONDE É GASTO O DINHEIRO


Mais 597 escolas estaduais de São Paulo terão câmeras de segurança

Do UOL, em São Paulo

Câmeras de segurança e alarmes serão instalados em 597 escolas estaduais da região metropolitana de São Paulo e 8 diretorias regionais de ensino neste ano. A informação é da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Com o novo material, todas as escolas da rede estadual na rede metropolitana serão atendidas pela medida. De acordo com a pasta, hoje existem câmeras de segurança em 1.567 escolas e 20 diretorias de ensino da região metropolitana do Estado.

O objetivo é inibir a violência, os furtos e os atos de vandalismo no ambiente escolar. A ação faz parte do "Sistema de Proteção Escolar" e conclui a promessa anunciada em 2009.
As câmeras serão instaladas na área comum das escolas, como corredores, pátio e salas de aula. A secretaria não soube informar a partir de quando serão instaladas as câmeras.
A instalação e o material devem custar R$ 7,65 milhões aos cofres do Estado de São Paulo em 2013.

domingo, 5 de maio de 2013




Matamos saudades de outros
Tivemos uma efetiva e carinhosa participação dos alunos




Caros colegas, estas são as últimas notícias da nossa greve. 
Avaliamos que esta semana é decisiva no processo. Tudo vai depender do número de grevistas para que se dê alguma negociação e que esta, venha a contemplar nossas reivindicações. A pauta pode ser lida logo abaixo.

A data no topo do boletim está errada, a do corpo é que está correta, ou seja 03/05/2013 

Nossa assembléia foi tensa, cheia de divisões de opiniões mas, o que concordamos todos, foi pela continuidade da greve até que algo digno, nos seja proposto.
Quem até agora não se decidiu por entrar em greve, faça-o nesta semana, assim, demonstrando da única forma que se pode ser ouvida, toda a nossa indignação com o descaso de nossos governantes, quanto a falência gradativa da educação. 
Precisamos de todos neste momento, só a nossa união e a força de nosso grupo poderá forçar um resultado favorável, não há outro maneira de se conseguir sem a adesão de todos.

Contamos com todos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013


Caros Amigos

Estivemos hoje na Apeoesp/Leste Tatuapé, afim de procurar por informes da nossa greve ,bem como, pedir ajuda nos comandos e pegar material para as notícias de que carecemos.
Dentre outras muitas informações, falamos ao telefone com a colega Regina, e com a também representante Arlete que. esteve hoje em nossa escola.
As notícias são de greve parcial, a colega Arlete é do Catalano, nos contou da dificuldade que encontra com a parcialidade da greve, em uma escola que é tida como referência em greves. A outra colega, Regina, do Mocam, contou que a escola se encontra em greve, mas, com comandos frequentes para segurar os professores em greve.
Na conversa a representante, Rose nos forneceu este documento, em resposta a consulta feita sobre os categoria "O", para o dirigente da Leste 2

Rolem o curso para conseguir ler, como é escaneada, não deu para redimensionar (ou não sabemos fazer)


A única intenção do documento é esclarecer e conscientizar dos direitos. A consulta de nossos colegas é relevante a respeito da insegurança de alguns.
A única garantia que temos é que, sem luta nada muda e que com a nossa força podemos mudar a situação atual da nossa categoria.

Aproveitamos para reforçar a ida de ônibus para nossa Assembléia, no vão do Masp, Av Paulista, as 14 horas

O ônibus sairá da subsede Leste/Tatuapé, Rua Antonio de Barros, 475, ás 13 horas. 
Telefones para ligar e confirmar presença 2092-5744  2295 3860